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O Clã dos Capadócios tem seu nome vindo do fundador, Cappadocius, um sacerdote que, após o Abraço, buscou a resposta para o mistério que sempre intrigou os homens: a Morte. Cappadocius dedicou sua não-vida ao estudo da morte e seus mistérios. Após o Dilúvio, Cappadocius abandonou a Segunda Cidade e rumou para a sua terra natal, e lá abraçou sua primeira progênie, Caias. Foi nesta época que ele teve sua primeira visão, onde presenciou seus descendentes ao redor dele, lamentando algo que havia sido perdido. A partir então, Cappadocius e Caias começaram a gerar progênie, incluindo Lázarus e Jafé (Japhet). Sua progênie viria a se tornar numerosa com o tempo. Esse foi o começo do Clã Capadócio.

A Primeira Revelação

Cappadocius continuou suas buscas através do mundo, mas as viagens pareciam-lhe infrutíferas até então. Mas, em uma de suas travessias pelas terras dos hebreus, ele encontrou uma tenda solitária nas planícies de Canaã. Sedento, quase tomado pelo Frenesi, o Antediluviano invadiu aquela tenda. O judeu no interior nada podia fazer a não ser rezar pela proteção divina. Cappadocius, quase tomado pela fúria, perguntou àquele homem que Deus seria o dele que iria se preocupar com o bem-estar de uma pessoa. O judeu falou “Eu sou apenas um homem. Deus olha por mim, porque ele é supremo, transcendente e bom”. Aquela resposta parou. A Besta adormeceu nele naquele momento, e ele retomou seu autocontrole e partiu, poupando a vida do homem. Ele viu a tolice de seu caminho. Até então, ele tinha perguntado a simples mortais as respostas para o mistério da morte. Quanto tempo perdido! Cappadocius soube a partir de então que, se ele desejasse as respostas, teria de perguntar pessoalmente a Deus.

O TEMPLO DE ÉRCIAS

Reiniciando agora sua busca com ânimo renovado, Cappadocius convocou suas crias, revelou a eles seu intento, e decidiu que o primeiro passo seria ter proximidade física aos Céus. O Clã tomou para si um templo no topo do Monte Ercias (Erciyes), destruindo os monges que ali viviam e o Cainita que habitava aquele monastério. Este santuário, o Templo de Ércias, viria a ser a fortaleza do Clã Capadócio. Pouco depois da tomada de Ércias, porém, o cristianismo começaria a se espalhar pela Europa.

DERINKUYU

O cristianismo transformou os Capadócios. O próprio Antediluviano e muitos dos vampiros do Clã aceitaram a nova fé. Mais tarde, Cappadocius e muitos dos vampiros do Clã mudaram-se para a cidade subterrânea de Derinkuyu, embora o Clã ainda mantivesse o Templo de Ércias sob seu controle. Não demorou, porém, até que os habitantes mortais de Derinkuyu e suas redondezas começassem a se revoltar devido à presença dos vampiros, incomodados com os abusos dos Cainitas. Cappadocius notou que havia cometido um grande erro. Ele viu os abusos que seus descendentes cometiam sobre os mortais, e lembrou-se de sua época solitária. Ele lembrou-se do pecado que é espalhar a maldição pelo mundo, e sentiu culpa. Cappadocius admitiu que já haviam vampiros demais, que foi um erro ter permitido que tantos fossem criados. Ele decidiu que iria corrigir seu erro.

O FESTIM DOS TOLOS

Cappadocius convocou todo o seu Clã para uma assembléia nas câmaras mais profundas de Kaymakli, uma cidade-irmã a Derinkuyu. Doze mil vampiros congregaram em Kaymakli. Com a ajuda de suas crias Caias e Jafé, o Antediluviano começou a julgar seus descendentes. “Quem entre os presentes não ajudou a construir ou planejar uma igreja ou templo?” perguntou o Antediluviano. Aqueles que responderam foram avisados para seguir Caias até as regiões mais profundas da cidade. “Quem não sabe ler e escrever? Quem não segue o Via Caeli? Quem não começou ainda a procurar pelas respostas para o grande mistério”? Desta forma, Cappadocius separou aqueles de seu Clã que não mereciam o Abraço. Os poucos que se provaram dignos foram encaminhados para fora da cidade. Ele então reuniu Caias e Jafé, e pediu que eles selassem o portal de entrada de Kaymakli. Uma maldição foi criada pelo Antediluviano sobre o portal. “Que nenhuma Cria de Caim jamais saia por esta passagem. Que nenhum filho de Set jamais entre.” Esse evento ficou conhecido como “O Festim dos Tolos”. Os vampiros aprisionados ainda permanecem lá, como numa tumba coletiva, em Torpor perpétuo.

OS INFITIORES

Alguns Capadócios se viram incapazes de atender ao o Festim dos Tolos, seja por não poderem viajar até Kaymakli, por não terem recebido o chamado ou por terem decidido não ir. Seja como for, esses vampiros são conhecidos como Infitiores, e são considerados párias pelo Clã. Eles raramente interagem com outros Capadócios, tendendo a manter vidas solitárias. Muitos deles se perguntam o que teria acontecido caso tivessem comparecido à Assembleia. Ninguém sabe quem estaria aprisionado ou quem estaria liberto caso tivesse comparecido. Muitos desses vampiros serão destruídos com o passar dos séculos. Mais tarde, os sobreviventes irão para comunidades ao longo da costa do Mediterrâneo, e viajarão para a África e para o Haiti. Mais ainda, a aparência dos Infitiores parece se tornar cada vez mais mórbida com o passar dos tempos. Quando o Século XX chegar, os Infitiores que sobreviveram terão sido terrivelmente mudados, e muitos de seus descendentes nem sequer saberão que descendem do Clã Capadócio.

A SEGUNDA REVELAÇÃO

Pouco após o Festim dos Tolos, Cappadocius presenciou uma visão do futuro que aguardava a ele e suas crias. Primeiro, ele viu a imagem da Crucificação. Ele viu a si mesmo e suas crias livres abandonando os vampiros aprisionados do Clã, e entendeu que a prisão deles era um sacrifício necessário para a sobrevivência do Clã. Em seguida, Cappadocius viu-se crucificado, e Caias e Jafé tocavam seus ferimentos com os dedos, enquanto um número infinito de mortais lamentavam ao pé da colina onde ele se encontrava. Cappadocius compreendeu que era seu destino alcançar status divino. Ele e suas crias mais próximas procuraram um meio de tornarem-se divinos. Certos documentos que foram reunidos ao longo dos muitos séculos de buscas do Clã diziam que era possível tornar-se Deus devorando Seu corpo e sangue. Cappadocius precisava alcançar a paz e tranqüilidade interiores para Ascender ao Paraíso, tomar o trono de Deus e então trazer toda a humanidade para o Paraíso também. Cappadocius interpretou que ele deveria primeiro alcançar Golconha, e então Diablerizar Deus. Isso o tornaria o novo Deus. Para encontrar Deus, ele deveria trazer o Paraíso para a Terra, e vida e morte seriam um só. A questão era: como?

O EXPERIMENTO GIOVANNI

No início do século XII, agentes do Clã descobriram uma pequena cabala de necromantes na cidade de Veneza. Esta aliança insular era composta exclusivamente por membros que vinham de uma família chamada Giovanni. Esta família havia conseguido grande sucesso financeiro com as Cruzadas. Os necromantes Giovanni provaram-se muito capazes com suas artes negras, sendo bem sucedidos em contatar os espíritos dos mortos. Os Capadócios enviaram as notícias para Ércias. Constância, cria de Jafé, acabou por revelá-las a Cappadocius. Sob o comando de Cappadocius, Augustus Giovanni foi convocado para Ércias. Constância o preparou para o Abraço, e Jafé trouxe a ele o sangue de Cappadocius. Naquela noite, Augustus Giovanni se tornou um vampiro. Então, Jafé levou-o até Cappadocius, nas profundezas do templo, e lá os três discutiram sobre o futuro.

A TERCEIRAO REVELAÇÃO

Pouco após o Abraço de Augustus, Jafé e Cappadocius entraram em Torpor. Augustus foi deixado como “terceiro em comando” sobre os Capadócios, mas devido à desorganização do Clã, sua posição não tinha muita autoridade real. Ele se concentrou em como transformar a necromancia de sua família em uma Disciplina vampírica. Durante este tempo, Cappadocius teve uma nova visão. Ele se viu sendo consumido por fogo, e o fogo também consumia todos os seus descendentes, enquanto figuras sombrias riam do destino do Clã. Assim que o fogo o consumiu, Cappadocius viu uma pequena centelha brilhante sair de suas cinzas e Ascender ao Paraíso. O fundador concluiu que seu Clã estava condenado. Cappadocius partiu para Roma imediatamente, buscando conhecimentos nas bibliotecas proibidas. Ele sabia que precisava trabalhar rápido para conseguir a divindade antes que seu Clã fosse destruído. Talvez já fosse tarde demais. Ele comunicou sua visão a Jafé, que então a passou aos habitantes de Ércias. Os mais surpresos com a notícia foram os vampiros recém-abraçados da Linhagem Giovanni.

O SÉCULO XII

Desde a Terceira Revelação, o Clã está num estado de emergência. Alguns membros assumiram posturas derrotistas, enquanto outros aproveitam a oportunidade para deixar uma marca duradoura no mundo. Nem todos os Capadócios sabem sobre a profecia, porém. Embora quando dois ou mais membros se reúnem, a profecia seja passada aos ignorantes, muitos ainda desconhecem o destino sombrio do Clã. Seja como for, o Clã jamais comenta sobre seu destino na presença de outros Cainitas. Desta forma, continuando suas buscas pelo mistério da morte enquanto o fim não chega ao Clã, os Capadócios buscam sobreviver na Idade das Trevas.

HÁBITOS E COSTUMES

O estereótipo do Clã Capadócio é o de monges esqueléticos e pálidos, pesquisando em catacumbas isoladas cadáveres e procurando em livros assuntos a respeito da morte, do oculto e da alma. A verdade, porém, é que os Capadócios muitos vezes fogem desse estereótipo. De fato, o Clã preza aqueles que se interessam pelos mistérios da vida e da morte, mas nem todos os seus membros estudam a morte da mesma forma. O Clã em si não tem muita estrutura ou organização. Existem poucos Capadócios nas noites da Idade das Trevas, particularmente devido ao Festim dos Tolos. Portanto, que tipo de não-vida um Capadócio escolhe para si pode variar de indivíduo para indivíduo, sem que o Clã possa controlar seus membros. Alguns Capadócios são conselheiros de príncipes ou sábios renomados na sociedade cainita, enquanto outros vivem em reclusão, evitando envolvimentos que apenas atrasarão sua busca de respostas e conhecimento. É bem verdade que Capadócios são bem mais sutis e reservados que outros vampiros, mas eles possuem certo grau de influência na sociedade humana medieval. Muitos possuem influência na Igreja, entre padres e bispos. Outros conseguem proteção em universidade ou círculos de ocultistas. Eles sempre buscam influência, porém, entre grupos que prezam espiritualidade e conhecimento, evitando perder tempo com política e materialismo.

As Características do Clã

APARÊNCIA  Muitos Capadócios vestem-se como monges ou escolares, usam mantos longos, mas nem todos seguem essa tendência. Alguns Capadócios, particularmente aqueles que mantém-se presentes na sociedade vampírica, vestem-se como nobres. Alguns membros do Clã adotaram a prática de usar máscaras trabalhadas e pintadas. Muitas dessas máscaras lembram caveiras ou imagens associadas à morte.

NEÓFITOS  Os Neófitos do Clã normalmente são escolhidos entre aqueles que se interessam por espiritualidade ou morte, ou que de alguma forma estuda as causas relativas a morte. Isso inclui monges, padres, estudiosos, filósofos e ocasionalmente um cruzado ou guerreiro.

CAMINHOS  A maioria dos Capadócios segue Via Caeli, o Caminho do Paraíso. Esses Capadócios são os que mais se preocupam com o bem-estar da humanidade e com as verdades a respeito da alma e da vida após a morte. Outros, mais interessados em estudar a morte em si, e menos preocupados com assuntos divinos, preferem o Via Ossis, ou Caminho dos Ossos. Por fim, muitos dos Neófitos Capadócios, ainda pouco acostumados com a existência vampírica, tendem a seguir o Caminho da Humanidade, embora cedo ou tarde acabem adotando outros Caminhos.

DISCIPLINAS: Auspícius, Fortitude, Mortis.

FRAQUEZA DE CLÃ: Capadócios possuem um aspecto de morte. Embora não se pareçam com zumbis ou corpos apodrecidos, eles são extremamente pálidos, frios ao toque e magros, aparentando cadáveres que morreram há poucas horas. Mesmo bebendo sangue um Capadócio não pode remover essas características mórbidas de si. Alguns Capadócios, porém, às vezes desenvolvem uma aparência mórbida mais pronunciada (veja o Defeito Aparência Horripilante, adiante).

Linhagens: Como outros Clãs, os Capadócios possuem Linhagens derivadas deles. Duas são mais conhecidas e mais importantes na Idade das Trevas:

GIOVANNI A Linhagem Giovanni começou a se desenvolver apenas recentemente. Gerada a partir de um grupo necromante da cidade de Veneza, os Giovanni são uma Linhagem insular e incestuosa, que torna vampiros apenas os membros de sua própria família mortal. Os Giovanni são um tanto isolados do resto dos Capadócios. Eles preferem manter seus segredos apenas para si, e raramente revelam qualquer coisa a respeito de suas descobertas e de sua família a outros Capadócios. A Linhagem Giovanni ainda é jovem demais para ter desenvolvido Disciplinas ou Fraquezas próprias, mas tem conseguido desenvolver uma nova Disciplina, que possibilitará aos Capadócios finalmente obter contato com as almas dos mortos. Muitos Giovanni também demonstram conhecer Potência, devido ao tempo que passam como Carniçais antes de serem transformados em vampiros. Muitos Capadócios evitam os Giovanni, acreditando que nada de bom poderá vir destes emergentes. Outros porém, estão entusiasmados com as novas possibilidades que os Giovanni têm criado no estudo da morte.

LAMIA  As Lâmias são uma elite de guerreiros entre os Capadócios. Elas foram geradas quando Lazarus transformou uma sacerdotisa (chamada “Lâmia”) de um culto à “mulher que veio antes de Eva” em vampira. Lâmias possuem uma cultura distinta, ainda que interligada à cultura capadócia. Elas são extremamente fiéis ao Clã Capadócio, porém, e servem como guardiãs e protetoras para o Clã da Morte. Lâmias são raras. Quando encontradas, quase sempre estão em companhia de Capadócios. Nas noites da Idade das Trevas, elas se veem cada vez mais antagonizando a Linhagem Giovanni. As duas linhagens tem tornando-se cada vez mais antagônicas. A grande maioria da Linhagem é composta por mulheres, mas em alguns casos um homem pode ser aceito em suas fileiras.

DESTINO

Nos séculos que se virão, a profecia de Cappadocius se concretiza. Os Giovanni se revoltarão contra seus criadores e os dizimarão um a um, até que o último Capadócio seja destruído. Augustus Giovanni em pessoa diableriza Cappadocius e toma seu poder. As Lamias também são perseguidas e destruídas. A Lamia original é diablerizada por Augustus também, e a última Lamia é morta no século XVIII por uma Caçada de Sangue da Camarilla. Mas a história Capadócia não acaba aí. Embora não possa ser dito nada com certeza, alguns membros Infitiores do Clã da Morte escaparão para áreas mediterrâneas e para o Caribe, e sofrerão mudanças profundas. Talvez a Linhagem Samedi das noites modernas sejam os descendentes desses sobreviventes. Ou talvez mesmo esses sobreviventes acabem perecendo. Seja como for, as origens dos Samedi estão envoltas em mistério, e definitivamente parece haver alguma ligação com os Capadócios. Além disso, um outro membro do Clã sobrevive. Lazarus, uma das crias rebeldes de Cappadocius, consegue escapar do expurgo do Clã. Por séculos, Lazarus permanece disfarçado como o Capuchinho, aliando-se ao Clã Giovanni. Por fim, o Capuchinho descobre que alguns Capadócios sobreviveram ao expurgo escapando para as terras dos mortos. Através de um longo ritual, esses últimos Capadócios (não mais do que duas dezenas de sobreviventes, todos de grande idade e poder) são trazidos de volta ao mundo dos vivos no Século XX. Esses Capadócios retornam alterados porém, assumindo uma aparência ressecada e esquelética. Esses Anciões com desejos de vingança procuram o Sabá como aliados. Escondendo suas verdadeiras origens, eles apresentam um novo nome para si mesmo: os Precursores do Ódio. Talvez, agora nas noites finais do século XXI, a vingança dos Capadócios se reinicie.

LAZARUS  Um dos mais famosos membros do Clã da Morte, Lazarus era uma cria de Cappadocius em pessoa. Ele abrigou-se no Egito, onde buscou conhecimento sobre a morte arriscando-se nas terras setitas. Por não ter comparecido ao Festim dos Tolos, Lazarus se tornou o maior dos Infitiores. Ele entrou em Torpor após enfrentar e destruir Caias, a primeira cria de Cappadocius. Desde então, poucos tiveram notícias de Lazarus. Seja como for, talvez este Torpor tenha salvado Lazarus do expurgo perpetrado pelos Giovanni séculos depois. Durante a Idade das Trevas, um boato se espalhou entre os Capadócios. Esse boato sustenta que Lazarus e Jafé (outra cria de Cappadocius) são a mesma pessoa, e isso explica a ausência de Lazarus no Festim dos Tolos. A verdade sobre esses boatos não foi, e talvez jamais seja, confirmada.

Poderíamos resumir seu destino da seguinte forma:

Idade das Trevas: Auge do seu poder, abraçam os Giovanni que os destroem aproveitando o Festim dos Tolos. Atualidade: Lazarus, o capuchinho, único Cappadocian atuante, descobre o local onde seus irmãos descansam e consegue libertá-los. Os Precursores do Ódio aliam-se ao Sabá unicamente porque a Camarilla aceita os Giovanni e eles querem vingança.

Gehenna: Infelizmente, seu tempo atualmente dura pouco e são totalmente aniquilados com a destruição do Sabá.

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