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Por serem a nobreza exilada, os sidhe se lembram de um tempo em que eles regiam com orgulho um sonho vivo. Conhecidos e temidos como o Bom Povo, seus caprichos encantaram e aterrorizaram os mortais durante milênios. Agora esse conto acabou. Cerraram-se os portais para Arcádia, a canção chegou ao fim e seu novo reino se arrefece. Para os sidhe, a idade das maravilhas morreu, e eles lamentam seu fenecimento.

Mas o luto não deu fim a suas vidas. Apesar de temerem a morte mais que qualquer outra fada, eles estão enfrentando seu destino com um estoicismo régio. Os demais consideram-nos frios e arrogantes, mas o sidhe se recusam a esperar a morte. Para eles, o sonho ainda está vivo, e eles lutam para despertar o mundo de seu sono. A mera presença de um sidhe inspira uma admiração sobrenatural. A visão de um sidhe em sua forma verdadeira conquista os corações dos mortais e apreende a essência do Sonhar.

As paixões das fadas são intensas: nem o amor nem a vingança são esquecidos. Os ideais dos sidhe são ainda mais ardentes e custa-lhes caro. Todavia, essa paixão tem seu preço. Até mesmo os heróis Seelie prefeririam morrer gloriosamente a desaparecer. Os mais inativos perdem a esperança e se acomodam, deixando suas propriedades livres sucumbirem ao desespero com a mesma facilidade com que eles caem na melancolia. Outros se tornaram tiranos Unseelie e passaram a governar por meio da crueldade e da intriga. Apesar da beleza exótica e dos ideais obsessivos, alguns deles andam com os plebeus. Não importa qual caminho escolham, os sidhe estão longe de serem humanos e sempre se sobressaem entre aqueles com quem se associam.

A benção e a maldição dos sidhe é viver nas profundezas do Sonhar mais que qualquer outra fada. Esse estado de devaneio confere a maior parte dos sidhe um olhar vidrado e um ar distraído. As canções dos bardos dizem que os sidhe mais velhos vivem simultaneamente no passado, no presente e no futuro. Os sidhe também são famosos por trocar de Corte sem aviso prévio, levando-se em conta esses caprichos, não é de estanhar que poucos changelings confiem neles.

A Banalidade é uma maldição fatal que afeta muitos mais os sidhe que qualquer outro kithain. A morte é um medo ainda maior, pois não se acredita que os sidhe renasçam como os outros changelings. Nestes tempos sombrios, muitos nunca retornam da morte e especula-se que os poucos que o fazem reencarnam como plebeus: para eles, um destino pior que a morte. Diante dessa sina terrível, eles se ressentem dos sidhe árcades que os baniram do paraíso. Os sidhe terrestres mais desanimados buscam em vão por Arcádia ou se lançam em orgias de Glamour para se sustentarem. A mera ideia de desaparecer já é demais, e eles farão qualquer coisa para continuarem vivos. Atormentador por seus sonhos, os belos sidhe são estranhos no mundo dos seres humanos.

Aparência: 

Os sidhe lembram seres humanos de beleza celestial; seus corpos são perfeitos, as feições são atraentes e os cabelos, intensamente coloridos. São etéreos e apresentam um que de tristeza mesmo quando sorriem. Altos e magros, eles são impetuosos e régios, com orelhas afiadas e pontudas, traços angulares e um olhar imperioso. Seus olhos são de cores estranhas, ainda que admiráveis, como violeta e o prateado. Eles raramente vestem outra coisa que não as roupas mais finas.

Estilo de Vida: 

Da mesma maneira que assumem posições de respeito nas cortes dos kithain, os sidhe tendem a ocupar posições de valor também no mundo mortal. É comum terem dinheiro e privilégios e espera-se que levem vidas opulentas. Aqueles que não as conseguem costumam se ressentir do fato e sucumbem a um estado de espírito bastante Unseelie.

• Os infantes conhecem os privilégios de sua herança desde uma tenra idade. Os melhores dentre eles agem como perfeitos cavalheiros e damas, mas os piores são mimados e tem acessos de cólera quando as coisas não estão a seu jeito.

• Os estouvados sabem que tem a oportunidade de satisfazer todos os seus caprichos fora da corte. Apesar de altivos e presunçosos ocasionalmente, eles são observadores de perto quando as reuniões formais têm início. Os estouvados Seelie confiam excessivamente na supremacia do cavalheirismo e da nobreza; os Unseelie são rebeldes e conspiram para tomar o poder.

• Os rezingões têm plena consciência do peso de suas posições elevadas. Muitos carregam o fardo das suas lembranças de antigamente. Eles lamentam por seus dias de glória e choram pelos erros que cometeram. O maior alívio para essa introspecção exaustiva é a intriga da corte.

Afinidade: Os sidhe não passaram tempo suficiente na Terra para adquirir uma Afinidade.

Direitos Inatos

• Respeito e Beleza: Os sidhe ganham dois pontos adicionais de Aparência durante a criação do personagem, mesmo se isso elevar as pontuações acima de 5. Não há como evitar que eles se sobressaiam em meio à multidão.

A fúria de um sidhe desprezado é uma visão majestosa e horripilante. Que quando exaltados, todos seus testes Sociais (principalmente os de Empatia e Intimidação) são realizados contra uma dificuldade reduzida em dois pontos. Quem tentara atacar de frente um sidhe enfurecido precisara passar num teste de Força de Vontade; a dificuldade varia de 6 (para sidhe típico) a 8 ou 9 (para um nobre de posição elevada).

Essas habilidades afetam somente outros kithain e os encantados, a não ser que o sidhe apele ao Fado.

• Porte Aristocrático: Sejam heróis ou vilões, todos os sidhe são majestosos. Qualquer truque que possa fazê-los parecer ridículos falhara imediatamente.

Os sidhe nunca sofrem falhas críticas nos testes de Etiqueta.

Fraquezas

• A Maldição da Banalidade: Os sidhe não são mesmo deste mundo. A corrupção da Banalidade os afeta com mais intensidade do que no caso de outras fadas. Cada ponto temporário de Banalidade adquirido por um fidalgo se transforma em dois. Se um personagem sidhe tiver de fazer um teste conta uma dificuldade igual sua Banalidade (ou um teste resistido pela Banalidade), contabilize essa Característica um nível acima.

Os sidhe também são propensos a crises de depressão. Os mais fracos conseguem superar essas crises alternando-se entre os Legados. Quando isso acontece, o feitiço tem de durar pelo menos de um nascer da lua a outro ou de um pôr do sol a outro. Os sidhe obstinados se livram dessa mania refugiando-se ainda mais em seus Legados; os Seelie se tornam idealistas radicais e os Unseelie mergulham nas profundezas da vilania. Esses extremos de comportamento podem torná-los quase insuportáveis.

Mote: Quem sou eu? Sou o olho da tempestade, o mestre da espada. Saque sua arma, patife, ou morra aí mesmo onde está.

Você pode se sentar durante a audiência com Erioch Evenstar.

Sobre os Boggans: É muito útil ter plebeus gentis e honestos. Mas tome cuidado com o que diz na frente dele.

Sobre os Exus: Eles podem ser imodestos e gabolas, mas nunca se recuse a ouvir as histórias que eles trazem de terras distantes.

Sobre os Nockers: Suas habilidades são uteis, apesar da atitude irritante.

Sobre os Pooka: Que os Fados me livrem! Por que eles se esforçam tanto para ridicularizar as mais nobres das fadas?

Sobre os Redcaps: Desagradáveis, indignos de confiança e brutos. Não passam de bandidos comuns.

Sobre os Sátiros: São bons para um breve namorico, mas, fora isso, não são tao profundos quanto aparentam ser.

Sobre os Sluagh: Sem dúvidas é melhor ser o destinatário de suas informações do que o alvo de sua curiosidade.

Sobre os Trolls: Honestos, impetuosos e dedicados: essas são as qualidades de um homem de armas leal.

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